Cenógrafo da Ópera Serra da Capivara vem ao Piauí nesta quarta (17)

Felipe Guerra é conhecido internacionalmente pelo talento como cenógrafo, designer, diretor de artes e arquiteto.

O cenógrafo do Festival Ópera Serra da Capivara, Felipe Guerra, chega a Teresina, nesta quarta-feira (17). Da capital, segue em viagem para a cidade de São Raimundo Nonato, município que sediará um dos maiores eventos culturais nunca visto antes no estado.

Em parceria com empre­sas e companhias, es­pecialmente com a Per­verts, uma das maiores indústrias do ramo no Brasil e Ave Lola, gru­po de teatro mais pre­miado do Paraná, Felipe Guerra desenvolve projetos de cenografia desde 2012, atendendo todos os ramos de atividades artísticas, culturais e empresariais, como convenções, fes­tivais, festas, musi­cais e teatro.

Projetos realizados: Tribaltech 2012, Tribaltech 2014, Tribaltech 2015, Chilli Beans 2014,Chilli Beans 2015, Carmina Burana – Cia Jair Moraes, Ave Lola – Tchekhov, Dvd Raíssa Fayet, Globo – Novela Amor à Vida, Receptivo Copa do Mundo do Brasil, Estação Pedreira, Warung Day Festival, Natal Praça Espanha, Coca-Cola nas Escolas, Prêmio internacional Rio Music Conference pelo projeto Tribaltech 2014.

Em parceria com a Sun­set Cultural e Eruditu Orquestra, realizou a dire­ção de arte, criação e concepção de espetácu­los em diversos produ­tos e formatos de shows e apresentações artís­tica; como orquestra sinfônica, ballet, circo, patina­ção artística e proje­ções mapeadas. Realizou grandes espetáculos como Queen Tribute, Abba Classic Show, Las Operas, Games Classic Show, Incepa 65 – Immersive Celebration e o musical Alice e o Natal das Maravilhas.

Além de cenógrafo, Felipe Guerra é arquiteto e designer, fundou em 2014 a GuerraGalas, com intuito de repensar a joalheria, criando joias contempo­râneas alinhadas com o comportamento atual dos que têm espírito jovem. Junto a Artesian, de­senvolveu uma linha de móveis inspirados nas linhas do mestre Nie­meyer; luminárias, sa­patos e outros obje­tos também fazem parte da produção criativa de Felipe.

A ópera

Sobre o Festival Ópera Serra da Capivara, Felipe explica que tudo começou a partir de uma visita à serra, onde teve uma visão futurista desse projeto que está sendo colocado em prática.

“A história da criação e concepção da ópera começa quando eu vou a São Raimundo Nonato fazer turismo, mesmo sem saber de qualquer outro evento que já tenha acontecido, enxerguei na hora um evento com o cenário da Pedra Furada. Enxerguei uma ópera popular. Nesse grupo de viagem, estava Sádia Castro, coordenadora do evento, e então começamos a sonhar com um espetáculo naquele lugar. Esse projeto nasceu de um sonho e estamos transformando em realidade”, explicou o cenógrafo

Felipe falou ainda como será o espetáculo. “Foi pensado em um espetáculo para quatro anos, e em cada ano será apresentado um ato. Nesta primeira edição será o Ato Ancestral. Ao longo dos quatro anos, teremos uma ópera completa. Estamos projetando o espetáculo para ser multiartístico. Será uma ópera com formato contemporâneo e regional. Estamos tirando proveito dos elementos da terra, artistas da terra e fazendo intercâmbio com artistas de outros lugares do país e também de fora do Brasil”, acrescentou Guerra.

A Ópera da Serra da Capivara é a primeira edição do evento que pretende unir várias expressões artísticas como música, dança, teatro, circo, cinema, luz, cores, no palco Magestoso do Anfiteatro da Pedra Furada, no Parque Nacional da Serra da Capivara, Sudeste do Piauí, durante três noites consecutivas: 27, 28 e 29 de julho.

Idealizado pela jornalista e educadora Sádia Castro, tendo como diretor artístico o arquiteto e cenógrafo curitibano Felipe Guerra, o evento é uma realização da parceria entre a Prefeitura de São Raimundo Nonato, Governo do Estado do Piauí e o Ministério da Cultura.

Autoria: Marília Lélis

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